Mary Leakey nasceu há cem anos
Reconhecida pelos seus trabalhos de arqueologia e antropologia
a investigadora ajudou a perceber a evolução humana

Arqueóloga, antropóloga e aventureira, Mary Leakey nasceu há 100 anos, em Londres. Uma das cientistas mais importantes do século XX, lançou preciosas luzes sobre as origens do ser humano. Destacou-se com a descoberta do primeiro fóssil do esqueleto de procônsul, um primata que poderá ser antepassado dos hominídeos.
Ficou também conhecida pelas suas escavações, juntamente com o seu marido Louis Leakey, na garganta de Olduvai (Tanzânia) e por ter desenvolvido um sistema de classificação dos instrumentos de pedra lá encontrados, a primeira indústria lítica dos hominídeos do período Paleolítico Inferior. Foi também ela que descobriu as pegadas de hominídeo que se tornaram conhecidas como pegadas de Laetoli.
Diáspora cigana começou há 1500 anos
Povos 'roma' deixaram o nordeste da Índia e disseminaram-se pela Europa a partir dos Balcãs

O êxodo que levou os povos roma – ciganos – a espalharem-se, a partir do noroeste da Índia, por diversas partes do mundo começou há 1500 anos. Estas são as conclusões de um estudo de DNA de 13 populações ciganas da Europa. As investigações foram realizadas por David Comas, da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, e Manfred Kayser, da Erasmus MC, de Roterdão. O trabalho está publicado na revista «Current Biology».
Os investigadores compararam material genético de indivíduos ciganos europeus com o de habitantes das zonas da Índia de onde este povo é originário. A ideia era perceber que mutações se produziram e obter uma espécie de relógio biológico que permitisse datar o momento em que os grupos se dividiram.
Norte-africanos também têm traços
de hibridação com Neandertais
Foram analisados 780 mil marcadores genéticos
de sete populações do norte de África
As populações do norte de África apresentam, tal como as populações não africanas, traços genéticos de hibridação com o homo neanderthalensis, espécie desaparecida entre 30 mil e 24 mil anos.
Desde a descoberta da hibridação entre as duas espécies de homo (sapiens e neanderthalensis) que se pensava que apenas as populações de origem europeia e asiática tinham registo dessa mescla, visto os Neandertais não terem habitado África.
“Cozinhar tornou-nos humanos”
Estudo defende que preparar comida desenvolveu o cérebro humano

Suzana Herculano-Houzel e Karina Fonseca-Azevedo, investigadoras responsáveis pela investigação, explicam que uma dieta baseada em alimentos crus impõe limitações energéticas aos grandes primatas –o que explica por que os gorilas, por exemplo, que podem ser até três vezes maiores do que os humanos e têm o cérebro consideravelmente menores.
Khoisan são os descendentes directos dos primeiros humanos modernos
Investigadores identificaram os seis genes-chave para o desenvolvimento do crânio e do cérebro

O genoma de 220 pessoas de 11 populações subsarianas, o maior estudo africano realizado até agora, confirma que os Khoisan (nome unificado de dois grupos étnicos do sul de África) ou bosquímanos são descendentes em linha directa dos primeiros humanos modernos, que evoluíram no sul do continente africano há mais de 100 mil anos.
Já se sabia que esta era a população com a maior diversidade genética do mundo. Mas este estudo identifica os seis genes-chave para o desenvolvimento do crânio e do cérebro, que foram objecto de selecção 'darwiniana' naquela época e que, provavelmente, criaram a anatomia humana moderna num prazo relativamente curto. Outros fenómenos genéticos posteriores, subjacentes às adaptações da população ao seu ambiente, definiram a potência muscular, a protecção contra os raios ultravioleta e a resposta imunológica contra infecções. Os resultados estão publicados na «Science».
Neandertais consumiam plantas pelos seus efeitos curativos
Investigação sugere que esta espécie tinha conhecimento sofisticado sobre o seu meio ambiente

Os Neandertais que habitaram a gruta de El Sidrón (Astúrias) conheciam, provavelmente, as qualidades curativas e nutricionais de algumas plantas. A equipa internacional de investigadores chegou a esta conclusão através da análise do cálculo dentário (tártaro) de cinco indivíduos adultos e uma criança desta espécie.
O Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol (CSIC), a Universidade de York (Reino Unido) e Universidade Autónoma de Barcelona contribuem para desmontar a ideia de que esta espécie seria quase exclusivamente carnívora. O estudo publicado na «Naturwissenschaften».
Nem todos os americanos originais eram 'Clóvis'
Nova investigação acende discussão sobre quem terão sido
os primeiros habitantes do continente americano

A discussão sobre quem foram os primeiros humanos a chegar e a povoar a América continua em aberto. Durante bastante tempo defendeu-se que a migração deu-se cruzando o estreito de Bering (da Sibéria para o Alasca) há 13 500 anos atrás. Esses primeiros habitantes terão desenvolvido aquela que se designa por cultura Clóvis.
Novos estudos, como o publicado o ano passado por investigadores da Universidade Texas A&M na «Science», indicam a presença de uma cultura material pré-Clóvis. A investigação publicada agora na mesma revista, dirigida pelo arqueólogo Dennis Jenkins, da Universidade de Oregon e com a participação da investigadora portuguesa Paula F. Campos (Centro de Geogenética, Universidade de Copenhaga), apresenta fósseis de excrementos humanos e pontas de lança líticas encontradas na gruta de Pasley (Oregon), pertencentes a uma população com tecnologia própria, contemporânea ou até anterior à de Clóvis.
DNA de humano moderno mais antigo
da pré-História está a ser decifrado
Investigadores espanhóis analisam material genético de dois indivíduos com 7 mil anos

Uma equipa de cientistas dirigida por Carles Lalueza-Fox, do Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol (CSIC), acaba de obter os primeiros dados de genoma humano do Mesolítico. Os investigadores recuperaram parte do genoma e do DNA mitocondrial de dois indivíduos que viveram há 7 mil anos.
Os vestígios foram encontrados no sítio de La Braña-Arintero (León, Espanha). Os resultados estão publicados na revista «Current Biology». Este é o mais antigo material genético humano alguma vez encontrado, superando o famoso Ötzi, o 'Homem do Gelo', em 1700 anos.
Investigação portuguesa ao estilo de ‘Ossos’
Peritos em antropologia forense criam colecções de esqueletos identificados

Muitas técnicas e métodos que o antropólogo utiliza actualmente para a identificação de restos humanos esqueletizados e para a análise de evidências de trauma em contexto forense foram desenvolvidos a partir de colecções constituídas há mais de 50 anos, ou que incluem indivíduos que faleceram há mais de 50 anos. As características biológicas destes indivíduos, na maioria dos casos, não correspondem exactamente às dos actuais.
Fósseis de dinossauros carnívoros encontrados na Austrália
Estudo vem fazer repensar anteriores investigações

O investigador Tom Rich liderou a equipa que reuniu os fósseis encontrados em Stzelecki e Otway Ranges, no Sul de Victoria, durante 30 anos, com colegas Lesley Kool, Dave Pickering e Pat Vickers-Rich.
Mamutes de Creta não ultrapassavam um metro de altura
Estudo do Museu de História Natural de Londres revela mais um caso de nanismo insular

Na ilha de Creta, Grécia, viveu a espécie “anã” de mamute, a mais pequena que se conhece. Investigadores do Museu de História Natural de Londres baptizaram-na como Mammuthus creticus. Na sua idade adulta era tão grande como uma cria de um elefante africano, não ultrapassando um metro de altura. Este animal viveu durante o Pleistoceno, há 3,5 milhões de anos.
Os vestígios que foram agora estudados consistem em alguns molares e um úmero. Os molares foram levados para a Grã-Bretanha em 1904 pela pioneira da paleontologia Dorothea Bate, que os encontrou no sítio de Cabo Malekas. A investigadora Virgina L. Herridge, do Museu de História Natural, decidiu voltar a estudar aquela colecção de fósseis, completada com mais restos entretanto descobertos por George Iliopoulos.
Investigadora portuguesa confirma teoria sobre bipedismo
Necessidade de transportar alimentos valiosos terá provocado forte pressão evolutiva

A cientista Susana Carvalho sugere na sua tese de doutoramento que a necessidade de transporte de alimentos raros terá impulsionado o bipedismo. Esta investigadora, de quem o «Ciência Hoje» já falou (aqui), prestou provas com sucesso, segunda-feira passada, na Universidade de Cambridge.
Ao estudar os chimpanzés da Guiné Conacri, na vertente de "arqueologia dos primatas", chegou a esta conclusão sobre o bipedismo, confirmando uma teoria de 1961, até agora não validada por observações de campo.
Revelados dados sobre primitivo 'sapiens' que viveu na China
“Pessoas do veado vermelho” viveram no período de transição
entre o Pleistoceno e o Holoceno

Os restos fossilizados são fragmentos de quatro indivíduos encontrados em dois sítios diferentes: Longlin (província de Guangzi) e em Maludong (província de Yunna).
Europeus e asiáticos são descendentes dos mesmos africanos
Estudo recorre à comparação genética entre 385 indivíduos

Segundo a investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), os descendentes desse grupo rumaram depois, uns em direcção à Ásia, tendo chegado à Austrália há 50 mil anos, e outros para a Europa, onde terão chegado dez mil anos depois.
Milho era consumido na costa peruana há mais de 6000 anos
Artigo da «PNAS» mostra que cereal era consumido em forma de pipoca e farinha

Os habitantes de há 6700 anos da costa do Pacífico, onde hoje é o Peru, já consumiam milho, nomeadamente em forma de pipoca e farinha. Esta recente descoberta trouxe duas “surpresas” aos arqueólogos: o milho é consumido há mais dois mil anos do que se pensava e ainda antes da utilização da cerâmica naquela zona do mundo.
O estudo está publicado na «Proceedings of the National Academy of Sciences» e tem como co-autora Dolores Piperno, curadora de Arqueologia do Novo Mundo do Museu Nacional de História Natural Smithsonian (EUA) e investigadora do Instituto Smithsonian de Investigação Tropical (Panamá).
Apenas 17 por cento dos açorianos viviam mais de 50 anos no século XVI
A pesquisa em causa, cujos resultados constam de uma nota divulgada pelo departamento de Biologia da academia açoriana, incidiu sobre esqueletos de 108 indivíduos, exumados em 2007 do interior da antiga igreja do Convento de S. Gonçalo, em Angra do Heroísmo.
América era habitada por caçadores há 14 mil anos
O chamado “povo de Clóvis” não foi o primeiro a pisar o continente

A teoria de que os primeiros povoadores do continente americano teriam aparecido há 13 mil anos, a chamada cultura de Clóvis, há muito que é discutida e posta em causa. Uma investigação recente sobre fósseis descobertos nos anos 70 reforça a teoria de que havia já caçadores na América do Norte há aproximadamente 14 mil anos.
O estudo da equipa do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhaga e do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade de Texas está agora publicada na revista «Science».
Novas descrições do «Australopithecus sediba» certificam-no como antepassado humano
Um ano após primeiros estudos, cientistas revelam novidades deste hominídeo primitivo

Num artigo publicado há pouco mais e um ano na revista «Science» e divulgado aqui pelo «Ciência Hoje» dava-se a conhecer um provável antepassado directo do género Homo, o australopiteco Australopithecus sediba que viveu há 2 milhões de anos em África. Os restos estudados correspondiam a uma mulher de aproximadamente 30 anos e de um menino de 10.
Agora, a mesma revista publica cinco estudos diferentes onde são descritos novos pormenores da anatomia desta espécie. As descobertas, dizem os especialistas, põe mesmo em causa algumas teorias existentes sobre a evolução humana.
Mudanças evolutivas rápidas não perduram
Estudo explica mecanismos da evolução

Um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences” e que foi realizado por investigadores da Universidade de Oregon, nos EUA, ajudou a resolver um velho debate e a aparente contradição entre mudanças evolutivas de curto e longo prazo.
Pela primeira vez, foram combinados dados de períodos curtos entre dez e cem anos com outros de períodos mais longos, em registos fósseis de mais de cem milhões de anos. Desta forma, estudou-se em conjunto a rápida evolução observada por biólogos em espécies contemporâneas; as mudanças lentas e estáveis observadas por paleontólogos; e as diferenças drásticas e macro-evolutivas entre os tamanhos e formas das espécies.
Português descobre primeiras pegadas de dinossauro em Angola
Marcas podem pertencer a saurópode do Cretácico Inferior

O paleontólogo Octávio Mateus revelou à agência Lusa ter descoberto as primeiras pegadas de dinossauro encontradas em Angola, durante uma expedição internacional ocorrida entre Julho e este mês naquele país.
O cientista português explicou que se trata das “primeiras pegadas que se conhecem em Angola”, que se presume pertencerem a um dinossauro saurópode que terá vivido no Cretácico Inferior, há 128 milhões de anos. Ao todo, a descoberta é composta por 70 pegadas de mamíferos e por dois trilhos de dinossauros, um deles ainda com “impressões de pele”.
Os achados de pegadas de mamíferos levam a equipa de cientistas internacionais, composta ainda por dois americanos e por um holandês e com colaboração angolana, a admitir a descoberta de “mamíferos muito maiores do que aqueles que se pensavam existirem à época no resto do mundo”, dada a dimensão de pegadas que rondam os cinco centímetros.
Descobertas as mais antigas unhas de primatas que se conhecem
«Teilhardina brandti» era uma espécie de lémure que viveu há 55 milhões de anos

O primata Teilhardina brandti terá sido um dos primeiros a possuir unhas. Paleontólogos da Universidade de Flórida analisaram os fósseis de mais de 25 exemplares desta espécie extinta. Segundo os investigadores, as células endurecidas dos dedos apareceram há 55 milhões de anos, durante o Eoceno, facilitando um tacto mais possibilidades sensitivas.
Publicado no «American Journal of Physical Anthropology», o trabalho explica que as unhas permitiram a esta espécie de lémure pendurar-se aos galhos das árvores e mover-se agilmente entre elas.
Réptil marinho gigante põe Angola na história da Paleontologia
Português da Universidade Nova de Lisboa integra equipa PaleoAngola

“Sinto-me extremamente agraciado por essa descoberta e serve como retribuição ao país que me acolheu de braços abertos para colaborar no seu desenvolvimento”, referiu Neves, sublinhando que agora “Angola entra para a história da Paleontologia, colaborando para desvendar o passado remoto do Planeta Terra e ajuda a escrever a sua história”.
Descobertos hábitos canibais de antiga tribo mexicana
Nova investigação confirma relatos do século XII
A antiga tribo dos Xiximes, que habitou o norte do México até meados do século XV , praticava canibalismo, de acordo com um grupo de antropólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História daquele país.
Quatro anos de investigação na Caverna de Maguey, nas montanhas da Sierra de Durango, permitiram que os especialistas confirmassem que o grupo alimentava-se de carne humana durante rituais associados à guerra e ao ciclo agrícola.
O canibalismo dessa etnia tinha sido descrito em fontes etno-históricas do século XVII, principalmente em documentos de missionários europeus.
Encontrado o lagarto grávido mais antigo de sempre
Fóssil tinha 15 embriões quase totalmente desenvolvidos no corpo

O fóssil encontrado na China é um lagarto muito completo, de 30 centímetros, com mais de uma dúzia de embriões no corpo.
Forma “moderna” de caminhar tem quatro milhões de anos
Pegadas de Laetoli serviram de base para novo estudo
As pegadas pré-históricos de Laetoli, na Tanzânia, serviram de base para os investigadores demonstrarem que os hominídeos que povoavam a região há 3,7 milhões de anos, os Australopithecus afarensis, caminhavam de forma mais semelhante às pessoas da actualidade do que aos primatas bípedes, como os chimpanzés ou os gorilas.
O estudo, que recorreu a simulações de computador para se prever a forma das pegadas do Australopithecus afarensis, foi publicado pelo “Journal of Royal Society”.
Fósseis de insectos extintos descobertos no Peru
Cinco espécies detectadas podem esclarecer história do Amazonas
Cientistas peruanos encontraram quatro espécies de insectos e uma de aranha, todos extintos, fossilizadas em âmbar de 20 milhões de anos. A descoberta foi liderada pelo paleontólogo Klaus Hönninger, director do museu Meyer Hönninger, que detectou as cinco espécies desaparecidas em Abril, junto às margens do rio Santiago, um afluente do Amazonas, onde havia 360 peças de âmbar.
De acordo com Hönninger, esta descoberta vai permitir determinar como viviam esses animais há 20 milhões de anos, assim como reconstruir o habitat dessa região nessa época. "Vamos poder compreender como era o Amazonas", referiu.
O paleontólogo explicou que as espécies encontradas compartilham a característica de terem longas extremidades, uma possível forma de adaptação ao meio em que viviam. Na sua opinião, a espécie “mais estranha” presa no âmbar é uma aranha de dois milímetros de comprimento, com patas com o triplo do tamanho de seu corpo.
Mães não se comprometem sem apoio da sociedade
Antropóloga evolucionista abriu discussão durante GABBA 2011

Há quem diga que a, ainda, autora de vários livros fez revelações desconcertantes sobre maternidade e, para muitos, revolucionou o conceito evolucionista de Darwin, dominado por ideias machistas. “Passei quase toda a minha vida adulta a tentar perceber quem sou e como é que criaturas como eu se tornaram no que são”, já escrevera há algum tempo. Em entrevista ao «Ciência Hoje» Sarah Hrdy confessou ainda não ter a resposta, mas acredita estar “cada vez mais perto”.
Ciganos são heterogéneos e diferenciam-se entre si
“É preciso desmontar preconceitos!”, alerta investigadora
Este cenário foi registado por Lurdes Nicolau, doutoranda da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que nos últimos cinco anos investigou a vida de pessoas de etnia cigana, nomeadamente no concelho de Bragança. Neste estudo, a também professora de ensino básico propôs-se “a conhecer o grupo étnico cigano que maioritariamente se encontra em Trás-os-Montes e compreender a interacção que o mesmo estabeleceu com a população maioritária, tanto no meio local -urbano e rural -, como no que concerne à instituição escola”.
Tribo isolada do mundo ocidental descoberta no Brasil
Acções missionárias e tráfico de drogas são ameaças para os indígenas
Foi encontrada aquela que será uma das últimas tribos amazónicas que permanecem isoladas do mundo ocidental. Entidades oficiais brasileiras confirmaram a descoberta da tribo, na zona ocidental da Amazónia, que conta com 200 indígenas, avançou o portal do Survival International.
Segundo este grupo de defesa dos direito indígenas, esta tribo que vive em três clareiras, no Vale do Javari, perto da fronteira com o Peru, tem consciência do “mundo exterior” mas optou por permanecer afastada da civilização ocidental mantendo o seu estilo de vida tradicional.
As imagens aéreas recolhidas pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), no Brasil, mostram que a tribo cultiva milho, amendoins, bananas e outros produtos agrícolas.
Evolução humana pode ser mais lenta do que se pensava
Estudo deverá ser confirmado em maior escala
Os seres humanos podem estar a evoluir mais lentamente do que se pensava, indicou um estudo sobre mudanças genéticas feito com duas gerações de famílias, realizado no âmbito do projecto CARTaGENE, da Universidade de Montreal, no Canadá.
O código genético compreende seis biliões de nucleótidos ou blocos de construção de DNA, divididos por duas metades, uma herdada do pai e outra da mãe. Até agora, os cientistas acreditavam que os pais contribuíam, cada um, com 100 a 200 mudanças nestes nucleótidos.
Contudo, este novo trabalho aponta para a ocorrência de muito menos mudanças, sendo que, cada pai contribui, em média, com 30 mudanças. "Em princípio, a evolução acontece um terço mais lentamente do que se pensava anteriormente", disse Philip Awadalla, investigador da Universidade de Montreal.
Há dois milhões de anos só as fêmeas hominídeas percorriam grandes distâncias
Relação dos Australopithecus africanus e Paranthropus robustus com o território analisada através dos dentes

Através da análise aos dentes de oito Australopithecus africanus e 11 Paranthropus robustus, uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado Boulder descobriu que estes hominídeos ancestrais tinham uma particularidade: as fêmeas percorriam maiores distâncias no território do que os machos.
Os cientistas analisaram o esmalte dos dentes destes indivíduos. Chegaram à conclusão que, em mais de metade das fêmeas, os dentes definitivos formaram-se muito longe do local onde nasceram e passaram a infância. Apenas 10 por cento dos machos tinham as mesmas características. O estudo está publicado na «Nature».
Descoberto primeiro esqueleto de homossexual pré-histórico

O esqueleto, encontrado num subúrbio de Praga, tinha a cabeça apontada para Este e estava rodeado de utensílios domésticos, um ritual que até aqui apenas era descoberta em sepulturas femininas.
Índios do Paleolítico tinham indústria pesqueira desenvolvida
Artefactos encontrados mostram que nem todos se deslocaram para o interior
Um trabalho publicado na revista "Science" por investigadores da Universidade de Oregon e do Instituto Smithsonian, nos EUA, descreve a configuração e o estilo de vida dos paleo-índios e da cultura Clovis, que se estenderam pelo interior da América do Norte, à procura de animais de grande porte, como os mamutes.
Agora sabe-se que nem todos foram explorar as grandes planícies, mas que também ficaram na costa e que esta rota litoral foi a que os levou mais facilmente até ao sul.
Nova reconstrução de Ötzi – o «homem do gelo»
Obra será apresentada amanhã na inauguração de «Ötzi 20», no Museu de Arqueologia Tirol do Sul, Itália

Esta não é a primeira reconstrução da face de Ötzi, mas os seus autores Alfons e Adrie Kennis acreditam ser a mais correcta. Foi utilizada a mais recente tecnologia forense, imagens a três dimensões da múmia, imagens a infravermelhos e tomografias.
A Lucy já caminhava como o homem moderno
Australopithecus afarensis tinha o pé arqueado

Um trabalho de investigadores norte-americanos cita a forma de um osso do pé fossilizado encontrado na Etiópia demonstra que os australopithecus afarensis tinham os pés arqueados como o homem moderno. O osso descoberto, em Hadar, é um metatarso, parte do pé situada entre o tarso e o dedo.
Todas as notícias desta secção:
Estudo revela que minoicos seriam oriundos do Médio Oriente (2013-05-23)Mary Leakey nasceu há cem anos (2013-02-06)
ggg (2012-12-17)
Diáspora cigana começou há 1500 anos (2012-12-06)
Norte-africanos também têm traços
de hibridação com Neandertais (2012-11-07)
“Cozinhar tornou-nos humanos” (2012-10-23)
Khoisan são os descendentes directos dos primeiros humanos modernos (2012-09-21)
Neandertais consumiam plantas pelos seus efeitos curativos (2012-07-21)
Nem todos os americanos originais eram 'Clóvis' (2012-07-13)
DNA de humano moderno mais antigo
da pré-História está a ser decifrado (2012-06-28)
Fósseis de dinossauros carnívoros encontrados na Austrália (2012-05-17)
Investigação portuguesa ao estilo de ‘Ossos’ (2012-05-17)
Mamutes de Creta não ultrapassavam um metro de altura (2012-05-09)
Investigadora portuguesa confirma teoria sobre bipedismo (2012-03-21)
Revelados dados sobre primitivo 'sapiens' que viveu na China (2012-03-15)
Europeus e asiáticos são descendentes dos mesmos africanos (2012-01-31)
Milho era consumido na costa peruana há mais de 6000 anos (2012-01-25)
Apenas 17 por cento dos açorianos viviam mais de 50 anos no século XVI (2011-12-11)
América era habitada por caçadores há 14 mil anos (2011-10-21)
Novas descrições do «Australopithecus sediba» certificam-no como antepassado humano (2011-09-08)
Mudanças evolutivas rápidas não perduram (2011-08-25)
Português descobre primeiras pegadas de dinossauro em Angola (2011-08-24)
Descobertas as mais antigas unhas de primatas que se conhecem (2011-08-17)
Réptil marinho gigante põe Angola na história da Paleontologia (2011-08-11)
Descobertos hábitos canibais de antiga tribo mexicana (2011-07-25)
Encontrado o lagarto grávido mais antigo de sempre (2011-07-21)
Forma “moderna” de caminhar tem quatro milhões de anos (2011-07-20)
Fósseis de insectos extintos descobertos no Peru (2011-07-18)
Mães não se comprometem sem apoio da sociedade (2011-07-08)
Ciganos são heterogéneos e diferenciam-se entre si (2011-07-01)
Tribo isolada do mundo ocidental descoberta no Brasil (2011-06-29)
Evolução humana pode ser mais lenta do que se pensava (2011-06-14)
Há dois milhões de anos só as fêmeas hominídeas percorriam grandes distâncias (2011-06-02)
Descoberto primeiro esqueleto de homossexual pré-histórico (2011-04-07)
Índios do Paleolítico tinham indústria pesqueira desenvolvida (2011-03-07)
Nova reconstrução de Ötzi – o «homem do gelo» (2011-02-28)
A Lucy já caminhava como o homem moderno (2011-02-11)
Primeiros Homo sapiens e Neandertais tinham a mesma esperança de vida (2011-01-12)
Grupo de hominídeos até agora desconhecido conviveu com Neandertais e Sapiens (2010-12-23)
Maturação dentária é mais rápida hoje do que há cem anos (2010-12-07)
Estudo revela que alguns islandeses descendem de ameríndia pré-colombiana (2010-11-17)
Linguista britânico vai registar cultura oral dos inuit da Gronelândia (2010-08-16)
Australopitecos usavam ferramentas para comer (2010-08-12)
História do ser humano ganha espaço próprio em Burgos (2010-07-15)
Antropólogo americano defende que futuro do Homem passa por colonizar outros planetas (2010-05-11)
Novo australopiteco identificado é candidato a antepassado directo do «Homo» (2010-04-08)
Espécie de hominídeo nunca antes identificado terá vivido na Sibéria há 40 mil anos (2010-03-25)
Mistério em redor de esferas de pedra da Costa Rica continua (2010-03-24)
Franceses reconstituem cérebro de Cro-Magnon1 em 3D (2010-03-12)
Desastre de Cheche: «Dignificar morte» de antigos combatentes (2010-02-18)
Neandertais usavam bijuteria e maquilhagem (2010-01-18)
Hominídeos chegaram à Europa antes do que se pensava (2009-12-16)
Paleoantropólogo francês Yves Coppens em conferência (2009-12-07)
Antropologia aproxima galegos e portugueses (2009-11-18)
Bebés choram na sua língua materna (2009-11-07)
«Ardi» pode ser o mais antigo antepassado directo do homem (2009-10-01)
Suposto crânio de Hitler pertence a uma mulher (2009-09-30)
A antropologia em África no passado e no presente (2009-09-25)
Antepassados do homem desceram das árvores e começaram a andar de pé (2009-08-15)
Encontrado fóssil de Neandertal no Mar do Norte (2009-06-16)
Estudo de fóssil revela que os hominídeos podem ter origem mediterrânica (2009-06-03)
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nasceu há 15 mil anos no Mediterrâneo
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Investigadores descobrem núcleo de átomo em forma de pêra
"É necessário estabelecer
uma presença permanente em Marte"
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de empresas portuguesas
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Investigadores da Católica Porto utilizam cogumelos
contra bactérias multi-resistentes
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Como as estações do ano se inscrevem no cérebro




