Cinco pensamentos desconexos sobre a vitória de Obama
Opinião

* Onésimo Teotónio Almeida é Professor Catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University, Providence, Rhode Island, EUA, de que foi director de 1991-2003. Lecciona na Brown desde 1975. Doutorado em Filosofia pela Brown University (1980), é Fellow do Wayland Collegium for Liberal Learning, um Instituto de Estudos Interdisciplinares na Brown University, onde lecciona uma cadeira sobre Valores e Mundividências. Nasceu no Pico da Pedra, S. Miguel, Açores, no dia 18 de Dezembro de 1946.
Em defesa dos exames nacionais
Opinião

Desde há alguns anos que se têm feito ouvir vozes conceituadas sobre a necessidade de serem reintroduzidos exames no ensino básico e secundário, mas os vários ministérios da Educação têm feito ouvidos de mercador aos fortes argumentos que repetidamente vêm sendo apresentados.
Pode perguntar-se, então, se valerá a pena voltar a trazer a público um assunto tão bem defendido por alguns (de que destaco o artigo do Dr. Desidério Murcho, de Setembro de 2006, intitulado “Exames nacionais e sucesso escolar no ensino básico e secundário”, http://criticanarede.com/ens_exames.html) sem que o Ministério da Educação tenha alguma vez sido capaz de rebater os argumentos apresentados, preferindo deixar o sistema em constante degradação. Apesar disto, temos obrigação de insistir no assunto até que “a voz nos doa”…
* Professor catedrático (jubilado) de Química da Universidade do Porto
Maslow não conheceu a sociedade de consumo e isso faz toda a diferença
Opinião

Quando Maslow pensou a sua teoria não lhe foi possível imaginar o cerceado crivo da sociedade de consumo. E isso poderá mudar tudo? Talvez o moderno comportamento de consumo obrigue a uma reflexão em torno da hipótese de uma nova hierarquia de necessidades humanas. Certo é que muitas das que são de ordem psicológica/emocional se assumem cada vez mais, na actualidade, como necessidades básicas para os mais consumistas.
* Consultor de Empresas. Director do Centro de Estudo Aplicados em Marketing, Instituto Superior de Administração e Gestão (Porto).
Indicadores de Inovação e propriedade intelectual
Opinião

Na actualidade encontramos diversos esforços para desenvolver indicadores de inovação que permitam avaliar correctamente a intensidade / desempenho na educação, na I&D, nas empresas, etc. A aferição de determinados indicadores é essencial para, por exemplo, avaliar o nível de inovação de um país.
Por outro lado, é de interesse recorrer a indicadores de input, como sejam novos cursos, projectos, financiamentos, etc, mas para ir mais além devemos determinar os resultados de cada actividade, o que é possível recorrendo aos indicadores de output, que muitas vezes são “corrigidos” pelos diferentes inputs que lhe deram origem. Os melhores resultados são, obviamente, obtidos nos casos em que com baixos “recursos” se atingiram os melhores resultados de output relativos.
* Departamento de Patentes, Clarke, Modet & C
Adolescentes, Telemóveis e a Língua Portuguesa
Opinião

Mensagens transmitidas por telemóvel e outros meios de comunicação electrónica providos de teclado pertencem, por definição, a formas escritas de língua. Formas escritas de uma língua não são “a Língua”. Na história tanto das sociedades como dos indivíduos, a escrita sucede à fala e depende dela porque o seu objectivo é representar a fala. Foi a escolaridade, onde ela existe e onde existem formas escritas de línguas, que fez a escrita aceder a um estatuto privilegiado de forma de língua. A persistente legitimidade deste estatuto explica-se pela sua necessidade, como norma inteligível independente das variações naturais da fala: dialectos de uma língua, por exemplo, incluindo diferentes sotaques, podem escrever-se da mesma maneira.
* Linguista e investigadora independente, Singapura.
Página académica: http://linguistlist.org/people/personal/get-personal-page2.cfm?PersonID=8708
Passa pelo tacto todo o contacto
Opinião

O único perdão válido está em perdoar o imperdoável. Atrelo-me a este conceito de Jacques Derrida, no afoitar-me ao tema Comunicação e Medicina. Uma ousadia que só não é um verdadeiro disparate, por ter encontrado em San Juan de la Cruz o melhor dos intercessores: «Para atingires o ponto que tu desconheces de todo, deves tomar o caminho que tu de todo desconheces».
* Ex-chefe de Redacção do Jornal de Notícias, Primeiro de Janeiro e Comércio do Porto. Mestre em Estudos Portugueses e Brasileios pela Univeridade do Porto
Barack Obama, a ciência e a investigação

No dia 18 de Março, entrei no site do Senador Obama simplesmente para o apoiar na sua candidatura a Presidente dos Estados Unidos. Disse-lhe que não estava contente com o que se passava a nível internacional e fiz perguntas concretas sobre o Iraque, Saúde, Ciência, focando aspectos relacionados com a tecnologia e investigação.
Passado pouco tempo, recebi a primeira das cartas diárias, explicando porque estava na corrida à presidência, que era tempo de mudar e dando respostas às perguntas que tinha feito.
* Cirurgião e presidente da Associação Laserterapia e Tecnologias Afins
Como conhecer o cérebro dos disléxicos

A dislexia é tema de novela da Globo. O papel de disléxica em "Duas Caras" cabe à actriz Bárbara Borges, que vive Clarissa, uma jovem que tem o sonho de ser juíza, mas sempre enfrentou dificuldades leitoras. Com o apoio da mãe, ela passará no vestibular para o curso de direito. Assim como Clarissa, os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades em leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido.
*Vicente Martins é professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Estado do Ceará. E-mail: vicente.martins@uol.com.br
«Maldita» Química!
Opinião

Circula na televisão um anúncio bem intencionado de combate ao tabagismo, da autoria da Direcção Geral de Saúde, referindo que "... o fumo do tabaco liberta mais de 4000 substâncias químicas, tóxicas, irritantes e cancerígenas ..."
Embora concorde inteiramente com o aviso, discordo frontalmente da designação "substâncias químicas" que veicula para o cidadão comum a ideia de que a Química é má e contribui para todos os males do mundo moderno! Então as "substâncias químicas" são um horror! Se fossem só "substâncias", não haveria problema, mas químicas ...
Alimentos transgénicos: factos, mitos e senso comum
Opinião

No seguimento dos recentes acontecimentos na propriedade de um agricultor de Silves, que desde já considero lamentáveis, importa falar do que é realmente importante: o que são organismos geneticamente modificados (OGM)? Em que podem ser prejudiciais? Se são maus, porque permitir a sua criação e utilização? O que levou estes “eco-iluminados” a agir daquela forma?
*Instituto de Medicina Molecular, Lisboa, Portugal, e Massachusetts General Hospital, USA.
Subtítulos são da responsabilidade de Ciência Hoje
Quem tem medo do lobo mau?

O massacre em Erfut incomoda-me insistentemente no final da tarde. Refiro-me ao massacre escolar no Instituto Johann Gutemberg, em Erfurt, ao leste da Alemanha, no dia 26 de Abril de 2002, que trouxe um saldo macabro para a história da violência escolar no mundo: dezoito mortos. Como ficou a educação escolar, na Alemanha e no mundo, após o incidente em Erfurt? Como em educação, não temos medo do lobo mau?
* Vicente Martins é professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), de Sobral, Estado do Ceará, Brasil.
Fim do mundo a 21 de Dezembro de 2012

* Estudante de doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas em Austin nos EUA
Outras Terras - outras leituras
Opinião

A interpretação popular das descobertas científicas é um tema bastante interessante e complexo. O caro leitor está provavelmente a ler isto num computador. O funcionamento desse computador é facilmente explicado por um número limitado de leis científicas; no entanto, a maioria de nós, nos quais me incluo, não faz a mínima ideia de como criar um computador de raíz. Actualmente existe o paradoxo de vivermos numa sociedade altamente científica e, no entanto, a maioria das pessoas não tem noção da ciência que nos envolve, da natureza da ciência, nem sequer consegue ler ciência. Para este estado de coisas contribuem bastante o papel das crenças, o papel do marketing e o papel da comunicação social.
* Estudante de doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas em Austin nos EUA. (Subtítulos da responsabilidade de Ciência Hoje)
Uma Universidade Exemplar
Opinião

Os trágicos acontecimentos do passado dia 16 de Abril, em que 32 pessoas, das quais 27 estudantes e 5 professores de várias nacionalidades e origens geográficas, foram mortos por um estudante sul-coreano, trazem-me à memória os tempos lá passados como estudante de pós-graduação (PhD), entre 1987 e 1992.
* Professor auxiliar, Departamento de Biologia da Universidade de Évora (Cortesia do jornal on-line da Universidade de Évora - www.ueline.uevora.pt)
O Maior Português de Sempre: saber bem interpretar os resultados
Opinião

Os resultados obtidos no concurso da RTP do Melhor Português de Sempre suscitaram alguma surpresa, senão mesmo embaraço. Primeiro, para a própria RTP, que acaba por ser acusada de andar para aí a branquear o salazarismo. Depois, para algumas cabeças pensantes que têm uma ideia muito clara e fundamentada sobre o País, embora com o sério inconveniente de nem sempre, ou melhor, raramente, aderirem à realidade. E contudo, naqueles resultados está contida toda a verdade da realidade nacional! É preciso é saber fazer a sua leitura apropriada, cientificamente fundamentada. Ora, que eu saiba, até agora ninguém o fez, limitando-se alguns comentadores a remoer explicações, mais ou menos obtusas e totalmente carentes de fundamento e que ignoram o único dado objectivo deste processo: a votação recolhida pela RTP. Portanto, qualquer explicação tem que partir desta realidade, por mais embaraçosa (vamos ver que só aparente!) que se apresente. É o que nos propomos no que se segue.
* Engenheiro de minas, Lisboa
Flexigurança: o caso dinamarquês
Opinião

A reforma do welfare state está na ordem do dia, tanto em Portugal quanto nos restantes países europeus. No nosso país o espectro político encontra-se claramente dividido, com a direita e o centro (onde incluo o actual governo) a alinharem claramente pela necessidade de reformas estruturais no sistema enquanto a esquerda insiste em proteger os direitos adquiridos dos trabalhadores, seja lá o que isso for. Nas últimas semanas, a política designada por flexigurança, originária dos países nórdicos, ganhou especial destaque e tem estado em discussão na sociedade portuguesa. Neste contexto parece-me de relevante interesse o seminário proferido pelo Embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Vissing a 13 de Março, 2007.
* Finalista de Relações Internacionais da Universidade do Minho
Mentos e Coca-Cola
Opinião

Anti-Ciência
Opinião

Ultimamente têm sido feitos alguns esforços no sentido de educar os jovens para a cidadania, aumentando a sua cultura científica para serem capazes de compreender o mundo que os rodeia e criticarem conscientemente os eventuais desmandos contra o meio ambiente, de que todos temos um pouco de culpa. Apesar destes esforços, de que saliento a actuação do programa Ciência Viva, muitas pessoas com responsabilidades fecham os olhos a certas manifestações anti-Ciência que vão minando a inteligência e a cultura das pessoas menos preparadas, que infelizmente constituem a maioria dos telespectadores.
* Prof. Cat. Jubilado da UP
Por que estudar teorias e experiências já descartadas pela Ciência?
Opinião

Quando se fala em História da Ciência os alunos acreditam que serão abordadas as fofocas e as curiosidades sobre os cientistas que descobriram ou formularam o nosso objecto de estudo... Se Galileu Galilei era mulherengo, se Isaac Newton morreu virgem ou se Albert Einstein era mau aluno em matemática. Essa contribuição descontextualizada, entre outros factores, causa uma distorção no conhecimento (MARTINS,2005). Falar de História da Ciência é muito mais que isso. Mas afinal, o que seria ciência e quem seriam os cientistas? Esta questão antecede até mesmo o propósito deste artigo ou talvez seja o melhor início para ele.
* Mestrando em Ensino de Fïsica no CEFET-RJ, Rio de Janeiro - Brasil. Licenciado em Física pela Pontifícia Universidade CAtólica - PUC-Rio. Tem 31 anos e lecciona em escolas particulares no Rio de Janeiro.
O Jogo e o Lazer
Opinião

Por meio deste texto, faremos as correlações entre o jogo e o lazer numa perspectiva actual e contemporânea, no sentido de tornar o trabalho do educador físico, funcional. Portanto, analisaremos o jogo e o lazer na perspectiva de sua profissão.
Iremos fazer a abordagem do jogo, suas características, classificações, seus objectivos e funções, mudando de foco para o lazer, suas ocorrências, decorrências, influências, objectivos e funções, mostrando um elo entre os dois objectos de estudo propostos.
*Graduado em Educação Física (FAEFI), Pós graduado em Educação, Qualidade de Vida e Saúde (FTC), Pós graduando em “Docência no Ensino Superior” (Brasil)
Que visão para a componente geológica do LNEG?
Opinião

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, pode sempre recomeçar agora e atingir um novo fim.
S. Francisco Xavier
Há umas semanas atrás, na sequência das recentes decisões governamentais sobre a reforma dos Laboratórios de Estado, publicou Fernando Santana um artigo de opinião sobre o Serviço Geológico nacional e as opções adoptadas pelo Governo relativamente a este serviço público fundamental. Julgo não me enganar se afirmar que as suas considerações sobre a importância de um Serviço Geológico podem ser subscritas pela generalidade da comunidade das geociências e tem o mérito de tornar pública a sua reflexão. Como não se têm verificado muitas tomadas de posição públicas sobre este tema julgo que esta iniciativa deve ser sublinhada e aplaudida, ainda que os argumentos dêem um grande relevo à comparação com outros países e ao passado da organização. Ora uma instituição não deve existir somente porque tem um passado, por muito digno e relevante que seja, mas sim porque tem um futuro e é sobre este que gostaria de reflectir um pouco.
A importância de discutir física nas séries iniciais
Opinião

. O ensino de física na educação básica vem sendo objecto de um amplo debate junto da comunidade de pesquisadores, cujo foco central está na necessidade de vincular aos conhecimentos dessa disciplina questões relacionadas à vida quotidiana dos estudantes. Além disso, emerge a necessidade de que a física discutida no âmbito escolar esteja em sintonia com uma formação humanista dentro de uma perspectiva sociocultural. Nesse sentido, vários são os trabalhos que apontam na direcção de uma física que contribua para o processo de “alfabetização em ciências” de modo a proporcionar aos estudantes conhecimentos suficientes para que estes actuem de forma crítica e consciente na sociedade contemporânea.
* Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica da UFSC/Brasil. Professora de Física – Universidade de Passo Fundo (Rio Grande do Sul) /Brasil. Subtítulos CH
Ética, justiça e equidade no sistema de saúde
Opinião

Escrever sobre ética e justiça no conturbado universo da saúde, marcado pela evolução tecnológica e científica e pela queda dos referenciais éticos tradicionais, constituem motivo de reflexão. Ao considerar a saúde não apenas um bem individual mas também um bem social e económico, pretendo assim reflectir no domínio da política da saúde, de acordo com os diferentes princípios de justiça, da desigualdade social e económica, da aceitação da saúde como bem comum e dos princípios éticos essenciais que estão claramente associados a uma visão consensual de dignidade humana.
* Enfermeira Coordenadora do Departamento de ORL, Voz e Perturbações da Linguagem do Hospital de Santa Maria, Mestre em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Subtítulos da responsabilidade de CH.
Portugal, nação sem Serviços Geológicos!

Foi publicado em 27 de Outubro passado o Dec.-Lei 208/2006 onde se apresenta a nova Lei Orgânica do Ministério da Economia e Inovação, a qual vem, entre outras coisas, finalizar uma tendência, iniciada no governo de Durão Barroso, de menorização da Geologia e, principalmente, da responsabilidade que o Estado tem para com o conhecimento geológico do território nacional.
* Licenciado em Geografia pela Faculdade de Letras de Lisboa. Pós-Graduado em Riscos
Geológicos pela Faculdade de Ciências de Lisboa. A nível académico trabalhou em Geomorfologia, a nível profissional em Ordenamento do Território e em Estudos de Impacto Ambiental. Professor de
Geografia e de Ciências do Ambiente do 3º Ciclo e do Secundário. Subtítulos da responsabilidade de CH.
A importância de perguntar
Opinião
Durante séculos, o ser humano é questionado sobre o que é o mais importante: saber responder ou saber perguntar. Quem é o verdadeiro sábio? Aquele que tem respostas para tudo? Ou, aquele que sabe questionar o que lhe foi imposto?
* RENATO RIBEIRO VELLOSO (renatov@ajato.com.br) – Pós-graduado em Direito Penal Económico Internacional, pelo Instituto de Direito Penal Económico e Europeu da Universidade de Coimbra, Portugal, e cursando MBA em Economia e Direito do Sistema Internacional, pela Universidade de São Paulo – USP.
O mito do «global warming»

A temperatura está a subir em Lisboa? Como na maioria das cidades da Europa…Então, como a temperatura sobe, dizem-nos que podemos encontrar aqui a confirmação do «global warming»… A culpa é das emissões antropogénicas – ponto final, parágrafo!
* Responsável pelo blog http://mitos-climaticos.blogspot.com
Gestão de resíduos perigosos no Canadá
Opinião


Irónico, não é! Nas minhas últimas férias em Portugal mais uma vez estive exposto à controvérsia, melhor diria telenovela, que há décadas mina o ambiente em Portugal. Opiniões a favor e contra, ameaças de procedimento legal, cortes de trânsito, agressividade de pequeninos ditadores locais, e o fastio da população são complementados pela apatia dos responsáveis que evitam o assunto como lepra. Como profissional na gestão de resíduos em Alberta, Canadá, não resisti à tentação de escrever umas linhas acerca da perspectiva canadiana a convite do Ciência Hoje. Aqui vão.
* Luís Fernandes - licenciado em Engenharia Químico-Industrial pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa (1974) e especialista em Engenharia Sanitária pela Faculdade de Ciências da U. Nova de Lisboa (1979) - desenvolve a sua actividade profissional no Departamento do Ambiente do Governo de Alberta, Canadá. Nesta função é um especialista responsável pelo desenvolvimento de políticas, legislação, códigos e normas; treino de pessoal e instrução em cursos de aperfeiçoamento profissional, e avaliação de projectos e tecnologias de gestão de resíduos.
Desempenho científico em universidades de Portugal e Espanha
A competição intelectual e por recursos escassos em ciência


A entrada em vigor do Processo de Bolonha fez regressar entre nós o tema dos modelos de universidade: «research universities» e «teaching universities». O primeiro mais vocacionado para os estudos de pós-graduação e da investigação científica; o segundo para os estudos de graduação do bacharelato e da licenciatura. Entre nós tem predominado o último dos modelos, e tentativas do Governo, em 1981, pela mão do Ministro de Educação e da Ciência do tempo, Prof. Vitor Crespo, de criar em universidades portuguesas “Escolas de Graduados” para suprir a ausência do primeiro tipo de modelos, depararam com a mais completa indiferença por parte das universidades portuguesas.
* Professor catedrático do Departamento de Química da Universidade de Coimbra.
ND - Subtítulos da responsabilidade de Ciência Hoje
Nutrição no Porto: uma cultura científica com sotaque!
Opinião


No Porto, em 1976, apareceu a o primeiro curso de nutrição no país. Há 30 anos atrás ninguém sabia o que era um nutricionista nem o que fazia. Hoje, creio que a maior parte dos portugueses está consciente do que fazem estes profissionais e da intervenção que podem ter na sociedade. Todo este trabalho de afirmação de uma classe profissional e de produção científica para o sustentar partiu de uns barracões pré-fabricados, ali para os lados da Asprela, onde se construiu progressivamente uma Escola com uma determinada identidade, com uma determinada linguagem. Insisto na palavra Escola, pois acho que possuir uma escola que reúna investigadores e faça ciência é diferente de uma reunião de cientistas, mesmo que de gabarito.
* Professor Associado na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Presidente do Conselho Pedagógico da FCNAUP desde 2005. Responsável pelas disciplinas de Comunicação e Política Nutricional. Membro co Conselho Científico de Ciência Hoje.
O ensino de ciências e a qualidade da educação
Opinião

Muito se fala sobre a necessidade de melhorar a qualidade da educação básica no Brasil e são várias as estratégias defendidas com esta finalidade: aprimorar a formação dos docentes, aumentar o tempo de permanência na escola, melhorar a infra-estrutura e equipar os estabelecimentos de ensino. Todas são válidas e, certamente, se colocadas em prática colaboram para melhorar a educação. Contudo, existe uma alternativa de grande impacto que é pouco lembrada: a incorporação do ensino de ciências ao currículo desde os primeiros anos do ensino fundamental.
* Assessor especial do director-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI.
ND - Os subtítulos são da responsabilidade de CH
A essência da pesquisa científica
Opinião

Perguntar é o modo como nós, seres humanos, informamos sobre o estado momentâneo de nossa curiosidade. Sem perguntas, dúvidas e questionamentos sistemáticos nós simplesmente não teríamos inventado a pesquisa científica. Como herdeiros dessa tradição, os grandes cientistas são também grandes questionadores. O ensino de Ciências em nossas escolas e universidade deveria levar isso em conta e ser então mais frequentemente pautado pela efervescência dos debates.
* Felipe A. P. L. Costa (meiterer@hotmail.com) é biólogo e autor do livro Ecologia, evolução & o valor das pequenas coisas (2003). Escreve do Brasil.Subtítulos da responsabilidade de CH
A prova de Química tem erros
Opinião

1 - A pergunta 3 inicia-se com uma informação errada e ridícula que transcrevemos: a baquelite … "faz parte da constituição de uma lâmpada fluorescente".
Deve ser uma lâmpada fluorescente muito especial, construída por encomenda para iluminar o Ministério. É pena que quem fez o ponto, e os auditores que o analisaram, não saibam que "lamp" em inglês quer dizer "candeeiro" e não lâmpada. Já se estão a notar os resultados da introdução do inglês no jardim escola…
* Carlos Corrêa, ccorrea@fc.up.pt; Fernando Basto, fapb02@prof2000.pt
O linguado do Ministério
Opinião

O Ministério da Educação vem desde há tempos dando mostras de uma certa loucura que não é admissível numa sociedade que se diz democrática e querer apostar na Ciência. Parece que o Ministério tem as suas verdades e quer mandar para a fogueira aqueles que delas discordam.
Lembra-me um certo restaurante (frequentado por funcionários públicos…) onde se servia solha com o nome de linguado. Um dia, um cliente menos habituado, protestou com o empregado dizendo que aquilo era solha. O empregado, como os responsáveis do Ministério, disse, num tom autoritário: "Há mais de 30 anos que isto aqui é linguado. Ponto final!"
Há condições em Portugal para fazer investigação ao melhor nível internacional

Fiz o doutoramento em Inglaterra em 1989, na Universidade de East Anglia (Norwich) onde estive durante 5 anos, incluindo um período pré- e pós-doutoramento. Tinha arranjado em 1983 um lugar de assistente estagiário numa nova universidade. Saí porque decidi que não levaria 8-10 anos a fazer um doutoramento numa universidade portuguesa. Acho que foi a decisão certa. Felizmente o então reitor da Universidade do Algarve, prof. Manuel Gomes Guerreiro, também considerava que era vantajoso para a nossa formação e para a universidade fazer formação no estrangeiro. Após completar o doutoramento e uns meses de pós-doc, foi-me oferecida a possibilidade de ficar no Reino Unido. Tinha a percepção clara de que voltar para Portugal poderia significar não realizar a carreira em ciência que muitos sonhamos.
* Responsável pelo Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve.
A política de ciência não se constrói com medidas avulsas
Opinião

O Estado Português tem investido somas assinaláveis a exportar mão-de-obra
qualificada para o estrangeiro. Através do programa de bolsas de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o Estado patrocinou jovens para que se formassem nalgumas das melhores universidades do mundo. A aposta foi correcta: - enviar jovens para fora, para que se formassem em sistemas académicos excelentes e regressassem trazendo alguma dessa excelência para o sistema académico Português.
Acontece que a grande maioria destes jovens não regressa. Não porque não queiram, mas porque a concessão das bolsas de formação não foi acompanhada das reformas necessárias para que os novos doutorados pudessem competir, no mercado de trabalho, em igualdade de circunstâncias, com os que ficaram.
* Professor Associado Convidado, Universidade de Copenhaga; Investigador, Museu Nacional de Ciências Naturais de Madrid; Investigador “senior” Associado, Universidade de Oxford, http://www.mncn.csic.es/maraujo.htm
Todas as notícias desta secção:
Cinco pensamentos desconexos sobre a vitória de Obama (2008-11-09)Barack Obama, a ciência e a investigação (2008-11-07)
Adolescentes, Telemóveis e a Língua Portuguesa (2008-08-09)
Em defesa dos exames nacionais (2008-06-27)
Maslow não conheceu a sociedade de consumo e isso faz toda a diferença (2008-06-22)
Indicadores de Inovação e propriedade intelectual (2008-06-10)
Passa pelo tacto todo o contacto (2008-04-20)
Como conhecer o cérebro dos disléxicos (2008-01-02)
«Maldita» Química! (2007-10-05)
Alimentos transgénicos: factos, mitos e senso comum (2007-09-25)
Quem tem medo do lobo mau? (2007-07-16)
Fim do mundo a 21 de Dezembro de 2012 (2007-05-25)
Outras Terras - outras leituras (2007-05-01)
Uma Universidade Exemplar (2007-04-26)
O Maior Português de Sempre: saber bem interpretar os resultados (2007-03-31)
Flexigurança: o caso dinamarquês (2007-03-21)
Mentos e Coca-Cola (2007-03-12)
Anti-Ciência (2007-01-12)
Por que estudar teorias e experiências já descartadas pela Ciência? (2007-01-05)
O Jogo e o Lazer (2006-12-04)
Que visão para a componente geológica do LNEG? (2006-11-27)
A importância de discutir física nas séries iniciais (2006-11-21)
Ética, justiça e equidade no sistema de saúde (2006-11-15)
Portugal, nação sem Serviços Geológicos! (2006-11-01)
A importância de perguntar (2006-10-02)
O mito do «global warming» (2006-09-23)
Gestão de resíduos perigosos no Canadá (2006-09-05)
Desempenho científico em universidades de Portugal e Espanha (2006-08-30)
Nutrição no Porto: uma cultura científica com sotaque! (2006-08-29)
O ensino de ciências e a qualidade da educação (2006-08-23)
A essência da pesquisa científica (2006-08-21)
A prova de Química tem erros (2006-07-30)
O linguado do Ministério (2006-07-17)
Há condições em Portugal para fazer investigação ao melhor nível internacional (2006-06-05)
A política de ciência não se constrói com medidas avulsas (2006-05-21)
A propósito do Editorial ''A entrevista que nunca farei!'' (2006-05-14)
António Xavier não fundou apenas o ITQB! (2006-05-09)
Estamos de luto! A ciência nacional e internacional também! (2006-05-08)
O território, nós, o Estado, a despesa pública, a competitividade e o princípio da subsidariedade: deslocalizar, desconcentrar, contratualizar e descentralizar o Estado (2006-04-24)
Endogamia nas universidades promove fuga de cérebros (2006-03-26)
Globalização, mercado e neoliberalismo (2006-03-18)
Em verdade vos digo: dialogar é preciso! (2005-06-11)
A responsabilidade de jornalistas e cientistas (2005-06-11)
PAPS já tem blog (2005-06-03)
A nanotecnologia como solução aos problemas dos países em desenvolvimento? (2005-05-05)
A carreira académica e o ensino superior universitário: incongruências e bloqueios (2005-04-17)
O meu amigo Fernando Alvarez (2004-12-22)
Quem quer ser cientista em Portugal? (2004-11-22)
O valor da ciência (2004-11-17)
Últimas notícias
Instituto Gulbenkian de Ciência e Merck assinam acordo
Carnegie Mellon Portugal debate Inovação e Empreendedorismo
Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, 24 horas em festa
NASA anuncia um “grande desafio” espacial
Nova população de células estaminais pode ser a resposta
à falta de reservas dos bancos de sangue
Crianças correm mais riscos
de intoxicação alimentar no Verão
Organização Europeia de Culturas Microbianas
vai ser presidida por um português
Fármaco para osteoporose trava cancro da mama
'Pai' da nanotecnologia dá palestra no Porto
Teletransporte de átomos realizado com sucesso
Português cria células estaminais
do sistema sanguíneo com células da pele
Nasce em Coimbra um banco
de património genético agroflorestal
Spin-off da UMinho desenvolve novas
metodologias de detecção de rochas
Católica Porto coloca “genes cientistas”
dos alunos do secundário à prova
Novo doutoramento dedicado à História das Ciências
Bolsa milionária atribuída a jovem investigadora
da Universidade de Aveiro
Nanopartículas de ouro são utilizadas para tratar cancro
Cantanhede recebe encontro sobre células estaminais para medicina regenerativa
Mount Sinai Researchers Succeed in Programming Blood Forming Stem Cells
Acelerador de partículas de futura geração
pronto para construção
Supremo Tribunal dos EUA decide que
genes humanos não podem ser patenteados
Novo instrumento avalia limitações motoras
nos idosos após AVC
Novas bactérias encontradas no fundo oceânico
Primeiro mapa topográfico de Titã
Investigação da UMinho que rentabiliza
peles de couro recebe dois prémios
Seis de dez restaurantes de “fast-food” em Inglaterra
têm mais bactérias no gelo do que na sanita



